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  • Tatiane de Lima

Etarismo: você sabe o que é isso?




Em artigo publicado no dia 12 de março no Jornal Pioneiro - veículo do Grupo RBS de Caxias do Sul -, explico sobre as consequências que o avanço da faixa etária da população brasileira pode trazer ao mercado de trabalho.


Leia na íntegra o artigo:


Etarismo: preconceito com os mais velhos


O cenário brasileiro apresenta importante queda do crescimento populacional e acelerado envelhecimento, o qual poderá afetar a expansão econômica e o mercado de trabalho. E como indústrias e as pessoas estão se preparando para isto?


Mesmo diante de estudos aprofundados, é preciso esforço para compreender este dado. O processo natural do envelhecimento pode ser examinado sobre o conceito de envelhecimento ativo, definido pelo processo de otimização de oportunidades para saúde, participação e segurança, para melhorar a qualidade de vida das pessoas à medida que envelhecem.


A ideia de envelhecimento ativo exprime a intenção de que as pessoas possam, ao longo da vida, desenvolver hábitos para aprimorar e manter as condições físicas, intelectuais, sociais, psicológicos e biológicas, a fim de que as perdas sejam menos significativas ao longo do envelhecimento. Aos poucos, aquele idoso representado no símbolo das vagas de estacionamento, curvado e com bengala vai perdendo espaço. A ideia de manter a autonomia e independência dos sujeitos mais velhos tende a ter um interesse econômico: quanto mais vive em boas condições, mais os cofres lucram com ele, já que terá condições de investir em lazer e qualidade de vida.


A ideia da Reforma da Previdência indica que a pessoa passará a contribuir por mais tempo para ter direito de se aposentar, tendo que permanecer mais anos no mercado de trabalho. Frente a isso, não se visualiza diretrizes consistentes que fortaleçam os direitos dessa parcela da população. E isso consolida a perspectiva do velho não ser incluído pelas empresas e também não terá asseguridade social necessária para suprir suas necessidades.





A reforma ressalta a dificuldade em lidar com o diferente, assim reforçando que a diversidade nunca foi bem-vinda em nossa cultura desde nossa colonização.


É preciso combater o “etarismo”: preconceito com a idade das pessoas. Há empresas que viram na contratação de idosos uma oportunidade de crescimento para o negócio. Isto porque o conhecimento adquirido ao longo dos anos de trabalho oportunizam a prestação de mão de obra qualificada e, consequentemente, emergem trocas significativas entre velhos e novos, as quais favorecem o avanço do mercado competitivo.


Tatiane de Lima – Psicóloga, especialista em Gestão de Pessoas e Mestranda em Psicologia dos Riscos e Intervenções Psicossociais. Diretora da Asserte Gestão de Pessoas




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